O PT (Partido dos Trabalhadores) promoveu nos dias 6 e 13 de julho o PED (Processo de Eleição Direta), que escolheu novos presidentes para a direção nacional, estaduais e do Distrito Federal. Os resultados parciais, divulgados na terça-feira (15 de julho), indicam a maior participação do eleitorado em eleições internas desde 2001, com 549.870 votos registrados, segundo dados da Secretaria Nacional de Organização (SORG).

Edinho Silva, de 60 anos, representante da CNB (Construindo um Novo Brasil) e apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi eleito presidente nacional do PT no dia 7 de julho. Ele conquistou 378.009 votos, correspondendo a 73,1% do total, consolidando seu amplo apoio dentro da legenda.

Em segundo lugar, Romênio Pereira recebeu 58.845 votos, equivalendo a 11,4%, enquanto o deputado federal Rui Falcão obteve 57.750 votos, ou 11,2%. Valter Pomar ficou na quarta posição, com 22.581 votos (4,4%).

Candidatos eleitos para presidência em cada estado

A votação direta também definiu os presidentes estaduais do PT, seguindo os nomes listados:

Atraso na eleição de Minas Gerais

Minas Gerais foi o último estado a concluir seu processo eleitoral interno devido a um problema envolvendo a candidatura de Dandara Tonantzin. Inicialmente, o partido informou, em 5 de julho, que uma decisão judicial impedia sua participação por inadimplência nas contribuições partidárias.

Dandara contestou a decisão, alegando ausência de direito ao contraditório, pois não teve a chance de apresentar defesa ou provas. Após enviar os documentos que comprovaram erro no sistema bancário, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reconheceu sua elegibilidade para concorrer.

Entretanto, em 7 de julho, a Justiça do Distrito Federal revogou a liminar que garantia sua candidatura, impedindo que seu nome constasse nas cédulas. Consequentemente, a eleição ocorreu sem sua participação.

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