Turistas voltaram a frequentar a Praça dos Três Poderes, em Brasília, neste domingo, porém ainda com restrições. O espaço segue cercado com grades de contenção e conta com vigilância constante da polícia.

Ontem, o local permaneceu fechado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em resposta a manifestações recentes que geraram preocupação com a segurança do entorno.

O restaurante Casa de Chá, situado na praça, reabriu suas portas após o fechamento de sábado, conforme comunicado oficial nas redes sociais. O estabelecimento está localizado no coração da praça, possibilitando acesso para além das grades restritivas. Além disso, há a oferta do estacionamento do edifício do STF para clientes que desejem utilizar o serviço de forma conveniente.

Os visitantes devem estar cientes de que abordagens e revistas são realizadas para garantir a segurança, principalmente se houver suspeitas relacionadas ao porte de materiais usados em manifestações públicas.

A Praça dos Três Poderes foi concebida por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer como símbolo da integração e equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao seu redor estão localizados o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que consolidam o centro do poder brasileiro.

A Praça em Estado de Restrição

A decisão de manter a praça fechada no sábado ocorreu após o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, montar um acampamento no local. O parlamentar realizou um protesto isolado, cobrindo a boca com esparadrapo e vestindo uma camiseta com a bandeira de Israel, declarando estar em ‘jejum de palavras’.

Após a ordem de remoção imediata autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Militar atuou para dispersar o acampamento, e Lopes deixou o local durante a madrugada.

O ministro proibiu qualquer tipo de acampamento em um raio de 1 km ao redor da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e de quartéis das Forças Armadas, para prevenir riscos à segurança pública e evitar situações que possam reiterar os eventos extremistas registrados em 8 de janeiro de 2023.

Essa medida reforça o compromisso das autoridades em manter a ordem e a integridade do espaço que representa a democracia e a harmonia entre os poderes da República.

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