O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) analisou as tendências de acidentes fatais em 98 municípios paulistas, revelando cenários distintos entre regiões do estado. A pesquisa considera dados coletados de janeiro de 2015 até fevereiro de 2025 pela plataforma Infosiga, referência em estatísticas viárias. Os resultados indicam que enquanto 28 cidades apresentam cenário favorável, com queda nas mortes no trânsito, outras 28 confirmam aumento preocupante nesses índices.
Além disso, os dados apontam que 72 municípios tiveram redução nas mortes em vias urbanas, e 30 deles apresentam queda nas fatalidades envolvendo pedestres. Em contrapartida, 61 cidades registraram mais mortes em estradas e rodovias, e 47 tiveram aumento nos óbitos de motociclistas, reforçando desafios críticos para a segurança viária estadual.
Análise detalhada sobre mortes no trânsito em São Paulo
A vulnerabilidade dos pedestres é evidenciada no estudo, mostrando que eles são o terceiro grupo mais afetado em acidentes fatais, ficando atrás apenas dos motociclistas. Em 2024, os pedestres foram responsáveis por 17% do total de mortes no trânsito no estado. Essa informação evidencia a necessidade urgente de políticas públicas específicas para proteção desse grupo, que frequentemente sofre consequências graves em acidentes.
Ademais, o aumento no número de mortes envolvendo motociclistas é uma tendência alarmante, especialmente em municípios paulistas. Este grupo representa hoje um dos maiores desafios para a área de segurança viária, dada a crescente presença de motos nas vias urbanas e rurais. Em 2023, dados nacionais indicam que motociclistas foram responsáveis por 46% das mortes no trânsito, um aumento que partiu de 33% em 2010, demonstrando o agravamento da situação ao longo dos anos.
É fundamental destacar que esse crescimento expressivo das fatalidades com motociclistas acende um alerta para revisões urgentes em políticas de fiscalização, educação no trânsito e infraestrutura viária. Cidades que apresentam crescimento nesses índices devem priorizar estratégias para diminuir os riscos e proteger tanto os motociclistas quanto os demais usuários das vias.